Mais da metade dos fabricantes perde seus prazos de lançamento de produto. O dado vem de uma pesquisa recente da Tech-Clarity com 298 empresas e deveria preocupar qualquer líder de engenharia responsável por time-to-market, qualidade e inovação.
Prazos perdidos não são contratempos isolados. Eles disparam uma reação em cadeia: janelas de mercado perdidas, projetos seguintes atrasados e concorrentes que lançam primeiro e conquistam a fatia de mercado que seria sua. Se os times de engenharia da sua empresa lidam com mudanças tardias de projeto, retrabalho constante ou handoffs lentos entre áreas, a pesquisa oferece tanto uma explicação quanto um caminho de solução: o gerenciamento do ciclo de vida do produto, o PLM.
Como os Desafios de Desenvolvimento Afetam o Negócio
O sucesso de uma empresa depende de lançar produtos inovadores no prazo, dentro do orçamento e com a qualidade certa. A pesquisa identificou os três maiores fatores de vantagem competitiva: qualidade do produto, inovação e velocidade de desenvolvimento. Ainda assim, os fabricantes continuam ficando aquém:
- 52% perdem prazos de lançamento
- 49% enfrentam custos de desenvolvimento mais altos
- 47% têm menos tempo para iterar e inovar
- 41% relatam problemas de qualidade no produto
Esses números não são incômodos operacionais. Eles corroem receita, lucratividade e competitividade de longo prazo. Quando os engenheiros passam o dia apagando incêndios, não sobra tempo para projetar produtos melhores.
Onde as Equipes de Engenharia Perdem Tempo
Mudanças tardias de projeto
Mais da metade dos entrevistados (56%) aponta mudanças tardias de projeto como causa de prazos perdidos. Essas mudanças geralmente sinalizam problemas mais profundos de colaboração, especialmente entre engenharia e manufatura. Quando a manufatura não é envolvida cedo, decisões de projeto ignoram necessidades de produção, forçando retrabalho caro após o handoff.
Tempo perdido em tarefas sem valor agregado
Quase metade dos entrevistados perde tempo com trabalho que não agrega valor. Erros por informação desatualizada (55%), busca por dados (48%) e colaboração ineficiente (44%) consomem tempo de projeto. Cada hora caçando o arquivo certo é uma hora que deixou de ser investida em inovação.
Dados desatualizados ou incorretos
Mais de 40% apontam informação desatualizada e retrabalho por listas de materiais (BOM) incorretas como fontes importantes de atraso. Uma BOM imprecisa leva a decisões de projeto ruins e problemas de qualidade que muitas vezes só aparecem na manufatura, causando ainda mais disrupção.
Baixa visibilidade de projeto
Quase metade das organizações enfrenta baixa visibilidade sobre o status dos projetos. Como coletar atualizações consome tempo, os dados costumam estar desatualizados quando chegam aos gestores, o que atrasa decisões e deixa riscos serem identificados tarde demais.
| O ponto central da pesquisa Mais de 90% dos fabricantes já usam algum sistema de gestão de dados de produto. Isso, sozinho, não coloca ninguém à frente. O que diferencia as empresas de melhor desempenho é integrar essa base ao PLM. |
Os Ganhos Mensuráveis do PLM
A pesquisa mostra que fabricantes com PLM implementado relatam melhorias que respondem diretamente a esses desafios:
| Indicador | Ganho reportado |
| Velocidade de desenvolvimento de produto | 56% mais rápido |
| Qualidade do produto | 51% maior |
| Agilidade organizacional | 49% maior |
| Inovação de produto | 44% maior |
| Risco de conformidade | 36% menor |
As melhorias operacionais explicam o resultado. Usuários de PLM relatam dados de produto mais atuais e precisos (61%), BOMs corretas (58%), ciclos de mudança de engenharia mais rápidos (51%) e handoffs de projeto para manufatura mais eficientes (50%). Quando os engenheiros param de perder tempo com retrabalho e buscas, eles rodam mais iterações de projeto e atingem metas de qualidade com mais consistência.
O Que os Fabricantes de Melhor Desempenho Fazem Diferente
A pesquisa identificou os 28% de empresas com melhor desempenho em time-to-market, qualidade, inovação e conformidade, e comparou suas práticas com as do restante do mercado.
- Integram o PLM à gestão de dados de produto: entre empresas que já têm os dois sistemas, os top performers têm 27% mais chance de integrar PLM ao gerenciamento de dados do que operar ferramentas isoladas.
- Constroem um digital thread: têm 35% mais chance de gerenciar a BOM de manufatura (MBOM) dentro do PLM, conectando engenharia e produção em um sistema comum, com menos erros de handoff.
- Digitalizam processos de forma consistente: são 18% mais propensos a gerenciar mudanças de projeto com fluxos digitais, 61% mais propensos a manter informação completa de matéria-prima na BOM e 26% mais propensos a rastrear o histórico de projeto com facilidade.
PLM em Nuvem e Gestão de Projetos Integrada
Dois achados merecem atenção especial de quem avalia investimento em tecnologia.
O PLM em nuvem remove as barreiras habituais
Usuários de PLM em nuvem relatam acesso facilitado aos dados de produto (62%), capacidade de trabalhar de qualquer lugar (59%) e colaboração multifuncional aprimorada (56%). Igualmente importante: menos administração de TI (48%) e menos manutenção de software (46%). Para times com recursos de TI limitados, a nuvem entrega valor mais rápido e escala junto com o negócio.

A gestão de projetos integrada melhora a entrega no pra
Ferramentas genéricas como planilhas ou softwares de projeto isolados não atendem às exigências do desenvolvimento de novos produtos. Uma solução integrada conecta os dados de CAD e as atividades de engenharia diretamente ao projeto. O resultado é concreto: mais de 50% dos fabricantes com uma solução integrada relataram melhora significativa ou moderada na entrega no prazo.
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Conclusão
As ineficiências no desenvolvimento de produto comprometem a capacidade de competir, e quanto mais tempo permanecem sem solução, maior o impacto na performance. Os fabricantes que estão à frente não trabalham simplesmente mais. Eles construíram processos conectados e orientados a dados, com o PLM no centro. Se sua empresa é responsável por reduzir time-to-market, melhorar qualidade ou impulsionar inovação, os dados apontam o caminho.

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